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As rugas de toda uma vida

18/10/2015


Boa tarde amigas(os)!!

Em seus olhares, estão submersas milhares de batalhas, algumas de ondas fortes, outras de ventos em calmaria.

Reflitam...

As suas pupilas são o tesouro de toda uma vida, que guardam os segredos dos seus caminhos, das suas andanças e dos seus destinos.

E seus cílios, tão sólidos, mas ao mesmo tempo tão sensíveis, contam que as vezes suportaram o peso de cascatas de lágrimas e a vivacidade dos raios de sol.

O certo é que quando nos olham, abrem passagem para os sentimentos, como se uma ponte invisível se conectasse a eles; às vezes, com couraças e muralhas que se derrubam com as armas do carinho e da ternura; às vezes, com as portas abertas de par em par, para que com um beijo ou um abraço lhes deem as boas-vindas.

Seus lábios, silenciados pelos anos, não têm pressa em falar, e quando o fazem, a sabedoria reveste as suas palavras. Ainda que apenas aceitemos os seus conselhos por via das dúvidas.

Se os ouvimos, aprendemos tanto… nos dão lições de vida, desvendando os seus tons.

São as suas rugas, essas dobras conformadas pela experiência dos sentimentos, a força dos fatos e as pegadas das feridas e dos sucessos, as que cresceram ao longo dos anos como uma marca que os caracteriza.

Rugas cheias de esforços, rugas repletas de sentimentos, rugas forjadas como cadeias que mantiveram o peso do sofrimento rugas regozijantes de amor, regozijantes de vida…

Suas peles suportaram as feridas mais profundas que podemos imaginar. Algumas já curadas por completo; mas outras marcadas através de cicatrizes, que se tocadas, podem causar uma tempestade de emoções.

Nas suas costas, vemos o peso das perdas daqueles com os quais estreitaram laços de aço inesquecível, que nem mesmo a distância física ou psicológica os faz esquecer; relembrando-os através da sensação que aflora na sua pele e que sai diretamente do seu coração.

E são as suas mãos, o cimento e as ferramentas de suas vidas, junto a seus pés, a chave dos seus rastros, os que conformam a sustentação do seu caminho.

Um caminho sinuoso, serpenteante, instável, cheio de perigos e obstáculos, que foi submetido ao poder do semblante.

Um caminho também de flores, ar fresco e doçura, no qual desfrutaram a cada instante que puderam, com a sensibilidade do seu olhar.

E ainda assim, as vezes o esquecemos. Os esquecemos…

São os heróis do nosso passado e do seu presente, que nos fazem refletir que tudo é possível, se assim o desejarmos. Que a vida deixa marcas na pele, mas também na alma, cálidas ou frias, que com seu contraste fazem sentir a vida.

A voz da experiência que oscila entre o silêncio e o protesto, corações valentes que aí continuam apesar das tempestades… Cheios de aprendizados, livros de sabedoria…

O que? Quem são?

As pessoas idosas, o outono da vida… O seu olhar e suas rugas os entregam…

Aqueles que nos seus dias lhe deram a mão, cuidaram dos seus tropeços e lhe ensinaram que as sementes quando plantadas precisam ser regadas para que, com o passar do tempo, deem seus frutos…

Ali estão, ao seu lado ou à distância. Esperando que você os ame e lhes sorria.

Quando os vir, escute-os, suas palavras podem ser a mola dos seus sonhos…

Quando os vir, compreenda-os, mesmo em silêncio, porque o seu silêncio está cheio de sentido…

Quando os vir, abrace-os, porque um abraço sincero e sentido, no fim das contas, é uma caricia na sua alma…

E lembre-se: algum dia você também será um herói do seu presente e do passado dos que vierem…

Artigo original em espanhol de Gema Sánchez Cuevas
Veja também:
Escultores de almas
Quando a preocupação toma conta de nós
História de fé
Hoje me dei conta
Ao levantar-se
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