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Uma razão para viver

23/06/2014


Boa tarde Amigos e Amigas!





Por que você nasceu? Já se fez essa pergunta alguma vez? Se já pensou sobre isso e ainda não teve resposta, preste atenção na história que vamos contar.





Refitam...



Trata-se de uma velhinha que havia perdido toda sua família na guerra. Vendeu a grande casa que possuía e morava agora num pequeno cômodo no canto da sua antiga propriedade.



Um dia ela soube que um jovem de 17 anos tentara o suicídio jogando-se no mar.



O rapaz era metade negro, metade japonês, e fora salvo pela polícia contra sua vontade. Estava cheio de ódio, revolta e total desespero.



A velhinha foi à polícia e pediu permissão para ver o moço. Tendo em conta a pessoa que era, os policiais a deixaram falar com ele.



- Menino, disse ela. O rapaz voltou-lhe a face mas permaneceu sentado, feito pedra, indiferente a tudo e a todos.



A velhinha tornou a falar-lhe, suavemente, lentamente, e com muito carinho: "menino", então você não sabe que veio ao mundo para algo maravilhoso, que só você pode fazer?



Depois de ter repetido isso várias vezes, Jorge voltou-se subitamente para ela e perguntou com ironia:



- Um negro? Um filho que não tem pais?



Calmamente a velhinha insistiu:



- Porque é negro, porque não tem pais, é que pode fazer algo maravilhoso.



O jovem riu e considerou: sim, é claro. E a senhora quer que eu acredite nisso?



Mas a senhora não se perturbou e falou-lhe novamente: "venha comigo e eu lhe mostro".



O rapaz, um tanto desconfiado, resolveu acompanhá-la, afinal não tinha para onde ir...



Ela levou-o para seu pequeno cômodo e pediu-lhe que cuidasse do jardim. Era uma vida simples, mas aquela mulher o tratava com muito amor.



Pouco a pouco a revolta começou a ceder. A velhinha lhe deu sementes de rabanete e lhe pediu que semeasse. Ele atendeu.



Em dez dias as plantinhas brotaram. Jorge começou a assobiar. Poucos dias depois os rabanetes apareceram e com eles a velhinha fez conservas deliciosas e deu de comer a seu jovem amigo.



Um dia, com um pedaço de bambu, ele fez uma flauta. Passou a tocar e alegrar sua própria vida e dar grande felicidade à velhinha...



Pouco tempo depois, sua avó adotiva o fez matricular-se no colégio. Durante os quatro anos do ginásio, continuou a plantar vegetais, e ajudava também fazendo artigos de couro.



Enquanto freqüentava a universidade à noite, Jorge ajudava nas obras do metrô. Formou-se e foi trabalhar numa escola para cegos.



Seus alunos tocavam com as mãos os ombros fortes e jovens de Jorge e diziam: oh, você é tão grande, tão forte! É porque seu peito é largo que você tem fôlego para tocar a flauta, não é? Quando você toca, consigo entender a forma e as cores de uma porção de coisas.



Após ouvir aquelas coisas de seus alunos cegos, Jorge finalmente chegou em casa e falou à velhinha:



- Agora realmente acredito que há algo maravilhoso que só eu posso fazer.



E aquela senhora, de cabelos alvos respondeu: sim, meu filho, todos nós temos uma razão para viver. Todos nascemos para uma tarefa muito especial que só nós podemos executar.



E, por fim, perguntou ao jovem: e se você não fosse negro e não fosse órfão, será que teria pena dos que não enxergam?



Pense nisso!



Redação do Momento Espírita
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3 comentários para "Uma razão para viver"

16/07/2014  00:01:12
Enviado por Rosa maria Simoes
Uma mensagem linda que nos faz pensar na importância da vida, e no imenso amor de Deus por seus filhos...

30/06/2014  22:22:01
Enviado por anapessoadejesus
Eu sempre acreditei nos mais velhos porque tem mais sabedoria pelo o que viveu.

30/06/2014  18:42:49
Enviado por joyce
Nossa! Meus olhos encheram de lágrimas...

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