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Entre as rosas

20/06/2014


Boa tarde Amigos e Amigas!!



A mais bonita beleza não se pode ser vista pelos olhos, somente sentida pelo coração.



Reflitam...



Era final de inverno...



Mais um ano havia passado e não se chegara a nenhuma conclusão.



Os partidários das diversas facções, dia após dia, perdiam-se em longas e intermináveis discussões sobre esta ou aquela candidata, sem chegarem a um consenso.



Decantava-se a beleza da papoula, as qualidades das alfazemas, o perfume dos cravos, as virtudes de pureza e humildade de lírios e violetas.



Tudo em vão...



Num canto despretensioso do mundo, onde as espécies vegetais cresciam silenciosamente, um pequeno arbusto travava sua luta diária pela sobrevivência, alheio a toda sorte de discussões.



Conformada com sua forma tosca, retorcida, prenhe de espinhos pontiagudos e consciente de que nunca alcançaria a beleza de um dente-de-leão, acostumara-se a ser desprezado e humilhado, sem, no entanto, deixar de prestar atenção nas pequenas criaturas que dependiam de sua existência para sobreviver.



A elas dedicava a sua vida, emprestando a segurança de seu tronco e ramos para abrigar insetos das chuvas e ventanias.



Era feliz, pois, se não tinha a beleza, tinha a utilidade, e isso lhe bastava.



Naquela manhã fria de final de invernia, ainda não totalmente desperta da noite, a plantinha rude viu despregar do céu uma linda estrela cor de prata.



Sorrindo, acompanhou-lhe a trajetória em arco perfeito pelo céu escuro, descendo, descendo... Em direção à floresta ainda adormecida.



Era tão suave e linda aquela forma, que, instintivamente, todos na floresta, árvores, arbustos, pássaros e flores, acordados pela luz repentina, curvavam-se para vê-la passar.



A estrela flutuou entre sorrisos, agradecendo a simpatia da floresta, até chegar perto do arbusto cheio de espinhos.



Aproximou-se lentamente da plantinha e falou-lhe docemente.



Não te inscrevestes na eleição da rainha das flores, por isso vim pessoalmente buscar-te...



Mas, senhora... gagejou a planta, ...eu?? Como posso aspirar a ser rainha de qualquer coisa... não vês o quanto sou feia!!



O Senhor da vida ordenou-me que viesse buscá-la...



Se este é o seu desejo...aqui me tens, senhora...



E partiram em um rastro de luz, na direção do conselho das flores.



As demais candidatas riram-se da pretenciosa intenção daquele feio arbusto.



A platéia silenciou quando entrou no ambiente a primavera, anunciada pelo som de mil clarins.



O arbusto, espantado, reconheceu a estrela que a trouxera até ali.



Então, senhores conselheiros - questionou a primavera- o Senhor da vida deseja saber se já encontraram a legítima representante de Seu Reino?



Não, senhora.



Estávamos para decidir-nos, quando fomos interrompidos pela vaidade dessa planta sem qualidades que aí está.



Veja! Quanta ousadia...



A primavera voltou-se para a plantinha que chorava de vergonha e humilhação e perguntou:



O que mais desejas nesta vida? E a planta respondeu entre lágrimas...



Amar e ser amada...



A primavera, então, tocou os galhos espinhosos e, logo, botões surgiram dos galhos semi-nus, abrindo-se em mil pétalas sedosas, de perfume inesquecível...



Qual é o teu nome? Perguntaram todos.



Eu sou a rosa...



***



Quando o amor tocar os espinheiros do mundo, as rosas brotarão em cada alma. Tal é a lei de amor, como ensinou Jesus...



Redação do Momento Espírita
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1 comentários para "Entre as rosas"

29/06/2014  13:54:44
Enviado por Thalita Guedes
Amei o amor nasci dentro do coração e brota uma linda flor.

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