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O zelador da fonte

21/10/2013


Bom dia Amigos!!



Todos nós temos um dom para algo, e cabe a cada um de nós descobrir qual é o nosso dom, e servir em benefício de si mesmo e dos outros.



Reflitam...



Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade.



O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca.



Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos.



Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina.



Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite.



As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.



Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente.



Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte.



De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade.



E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.



Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte de imediato.



Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas.



Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes.



Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura.



Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens.



O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d´água começaram a girar lentamente, depois pararam.



Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.



O Conselho Municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido.



Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.



Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d´água voltaram a funcionar.



Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.



* * *



Assim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores.



Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos.



Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa.



Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los.



Mas, sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável.



O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável.



Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá.



Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para ser felizes!



Pensemos nisso!



Redação do Momento Espírita com base no cap. O zelador da fonte, de Charles R. Swindoll, do livro Histórias para o coração, de Alice Gray, ed. United Press
Veja também:
Tales de Mileto
O Bosque
Valorizar as pessoas
Enquanto é hoje...
Coma os morangos
1 comentários para "O zelador da fonte"

22/10/2013  10:19:24
Enviado por Aline
Linda Mensagem! Todos nós somos zeladores e temos importância nesse mundo!

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