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Controle sua raiva antes que ela te controle

11/11/2016


Boa tarde amigas(os)!!

Há momentos em que, por muito pouco, não nos descontrolamos e explodimos de raiva. Pode ser que estejamos nos sentindo extremamente cansados ou mais irritáveis do que o normal, pode ser que tenhamos sido obrigados a escutar algo que não gostamos e que nos tira do sério, ou que qualquer outra coisa nos faça transbordar.

Nesses momentos a raiva se aproveita e nos invade. Não podemos reprimir nossos sentimentos e revidamos contra tudo o que se move, ainda que a coisa ou pessoa não tenha nada a ver com o motivo de estarmos bravos.


Essas situações nos consomem e nos controlam, fazendo com que nos comportemos de maneira agressiva, irresponsável e em alguns casos inclusive de modo cruel. Quando a tempestade passa podemos nos sentir muito envergonhados e desconcertados, e a incapacidade de nos reconhecer no que fizemos pode nos consumir.


Em geral ouvimos que é impossível lidar com nossas emoções nesses momentos, mas há sim alternativas para controlar a raiva. Veremos algumas a seguir…

Como podemos controlar a raiva?

A premissa a partir da qual devemos seguir é que deixar-se levar pela raiva não é nada bom. Ou seja, o fato de que seja normal ficar bravo e até mesmo se sentir furioso em algumas ocasiões é totalmente diferente de deixar-se levar e não controlar a raiva.


Cabe destacar que mesmo a raiva sendo uma emoção negativa saudável, a versão descontrolada, desproporcional e insana que se caracteriza como ira não é saudável. Por isso, nossa intenção será sempre não permitir que uma chateação cresça e se transforme em ira. Como pode fazer isso?

1. Reconheça as causas da chateação

Cada um deve explorar a si mesmo e ser consciente de quais são as coisas que não fazem bem, que incomodam e contribuem para gerar o mal-estar, o sentimento de injustiça, de discordância, etc. A raiva sempre é produto da interpretação que fazemos daquilo que nos chateia.

2. Preste atenção nos sinais físicos que raiva dá

Devemos também ter em mente que somos um organismo, e é comum que, quando comecemos a nos sentir chateados ou bravos, nosso coração se acelere, sintamos dores de estômago e mal-estar, e comecemos a notar que estamos com mais calor e um grande nervosismo interno.
Como já falamos, estar bravo pode ir desde uma leve irritação até uma fúria ou ira intensa. Por isso, a crença de que é melhor descarregar a raiva que aparece dentro de nós é totalmente falsa. Se conseguirmos identificar os primeiros sinais, poderemos cortá-los desde a raiz antes que fujam do nosso controle.

Para conseguir fazer isso é necessário aprender certos exercícios de relaxamento como interromper os pensamentos ou controlar a respiração (respirar com um ritmo de 2 ou 3 segundos de inspiração e 2 ou 3 de expiração para voltar ao normal). Também podemos escutar música, realizar exercícios físicos, ver programas na televisão, imaginar-nos em uma paisagem relaxante, etc.

3. Analisando nossos pensamentos

Pode ser que sintamos que nossos pensamentos estão se nublando e ficando acumulados, frustrando qualquer tentativa de organização de nossa mente… Por isso é importante reconhecermos que tipo de pensamentos temos que enfrentar em situações de raiva:
•Os pensamentos prejudiciais são aqueles que nos vêm à mente e que nos deixam mal antes, durante e depois. Seria algo como “Que estúpido!”, “Ele está rindo de mim.”, “Odeio esse lugar…”, “Você vai se dar mal!”.
•Erros em nossa maneira de pensar: por vezes temos a tendência de levar as coisas para o lado pessoal, ignorar o que há de positivo, ser perfeccionista além do que faz bem e ver tudo a partir de posições extremistas.

Nesse sentido temos que tentar ao máximo fazer com que nossos pensamentos sejam mais equilibrados, e desse modo o que “sempre nos deixa irados” pode se transformar em “quando acontece isso às vezes não me comporto como gostaria, mas às vezes sim”. Podemos fazer uma lista comparativa do comportamento que temos e dos que gostaríamos de ter para nos lembrarmos sempre que precisarmos.

4. Controlando nossos comportamentos agressivos

Se conseguirmos lidar bem com nossos pensamentos e com os sinais físicos que precedem a explosão de raiva, teremos sucesso em evitar o comportamento agressivo. Não obstante, é provável que em algum momentos nos descontrolemos, e por isso é importante lidar também com esse momento. O que fazer para se controlar?
•Primeiro passo: identifique exatamente como é cada comportamento agressivo, o que acontece antes e o que acontece depois. É recomendável fazer anotações sistematicamente sobre isso.
•Segundo passo: elabore uma lista com alternativas, comportamentos diferentes desses comportamentos agressivos. Você pode, por exemplo, sair ou se afastar da situação até que tenha se acalmado, respirar profundamente, tentar compreender o lado do outro, etc.
•Terceiro passo: coloque em prática os comportamentos alternativos da próxima vez em que se sentir violento ou violenta.

5. Solucionando os problemas e tentando descansar o suficiente

A falta de descanso e o excesso de preocupações pode gerar uma pré-disposição inusitada à irresponsabilidade e ao comportamento agressivo. Por isso é importante estarmos preparados para essas situações, analisando-as e buscando soluções.
6. Comunicando-se de modo adequado

Às vezes nós levamos as coisas para um lado muito pessoal e, como consequência, tiramos conclusões precipitadas sobre as intenções das outras pessoas. Nesse sentido é importante melhorarmos nossa comunicação social e colocarmos em prática os seguintes conselhos:
•É importante parar e escutar a outra pessoa.
•Não devemos tirar conclusões precipitadas. Se algo soa ofensivo devemos pedir para a pessoa que se explique, mas não devemos contra atacar.
•Temos que procurar entender os sentimentos dos outros; muitas vezes isso acaba se desprendendo do que a pessoa diz. Lembre-se de que não há sentimento inválido e que provavelmente desse modo evitaremos muitas discussões.
•Devemos tentar expressar como nos sentimos de modo calmo ao invés de falar de forma desagradável.

Se cuidarmos de todos esses aspectos e da imagem que queremos manter de nós mesmos é provável que fiquemos menos suscetíveis e sensíveis para nos deixarmos levar desproporcionalmente pela raiva.

Por: Raquel Brito
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